A Noite lá fora convida. Me convida. Sinto a Lua me chamando. Mas não respondo. Um soluço cala o que palavra alguma traduziria.
A dor não é somente no corpo não, é na alma. Uma alma cansada. Cansada de tanto... de nada... de tudo!
Gosto de boas lutas, lutas que se travam além das armas. Lutas que não necessitam destas para serem vitoriosas.
E a melhor luta em que já entrei, é entre mim mesma. Luto contra minhas várias faces... mas não quero vencer, nem ser vencida
O que vale mesmo... o importante é o constante desafio!
Pois a cada dia, é uma face que se sobresai...
Entre alegrias e lágrimas vou seguindo esta batalha.
Hoje a Lua grita o meu nome. E o meu rosto inundado vira-se no traveseiro para não dar-lhe ouvidos.
Choro, choro muito...como se a perda fosse o que me sobrasse e após ela, não existisse mais nada
Choro de desconsolo, de desalento, tristeza, raiva... dor
Choro pelo que não fiz, pelo que não virei a fazer
Pelo que conquistei, pelo que perdi
Pelo que sonhei e não vi se realizar
Choro porque o sonho está morto
E inerte me contempla. E eu não posso reanimá-lo ainda.
Choro porque minha alma grita aqui dentro, está perdida e sufocada em mim
Choro porque não consigo expressar o que sinto
Porque não posso contar para ninguém o que em mim se passa
Porque me sinto um estorvo... um empecilho nas vidas de quem tanto amo e prezo
Choro pois sei que nada mais me resta, além do pranto
Queria sair a noite e sentir a minha mãe natureza a me encobrir
A me acalentar... Deitar nas sombras das árvores e sentir o vento
Queria gritar, uivar como um lobo a saudar a Lua que me chama
A noite... A Lua... o Vento... eles me acolhem
E ao sentí-los sou mais que a dor
Choro... e calo, nada que eu diga poderá aliviar o que agora eu sinto.
E a Lua ainda me chama, posso ouvir o meu nome.
E o gosto salgado das lágrimas escorrem na boca.
Choro e a cada lágrima, me esvazio.




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